Sitio de difusión e intercambio del Comité Ejecutivo y Grupos Profesionales de la Federación Panamericana de Sindicatos de Artes, Medios de Comunicación y Espectáculos. Site de divulgação e intercâmbio da Comissão Executiva e grupos profissionais Federação Pan-Americana de Arte, Mídia e Entretenimento. Site dissemination and exchange of the Executive Committee and Professional Groups Pan American Federation of Arts, Media and Entertainment
sábado, 1 de mayo de 2010
ARGENTINA: LEY DE MEDIOS AUDIOVISUALES
Marcha na Argentina reuniu 50 mil pela nova lei de meios

Marcha na Argentina reuniu 50 mil pela nova lei de meios
Gente, nao sei se essa notícia já chegou por aí. Mas no último dia 15.04 mais de 50 mil pessoas tomaram as ruas em Buenos Aires para defender a nova lei de comunicacao, que depois de aprovada no congresso, está travada na justica. Ontem teve um debate na Universidade de Quilmes, em que parece que a tensao deve só aumentar com pressoes à Suprema Corte. Abaixo, um texto da companheira Gislene Moreira .Bicentenários na América Latina –Meios de comunicação e as novas lutas de independência
O ano de 2010 marca o início das comemorações dos bicentenários da independência na América Latina. Venezuela foi o primeiro a celebrar, em 19 de abril, os duzentos anos de ruptura dos laços coloniais. Em maio é a vez da Argentina e as celebrações se prolongarão por todo o continente pelos próximos 20 anos. Um largo período de festividades que retratam um prolongado e indefinido processo de lutas emancipatórias que não se esgotaram no passado.
Mais contemporânea, a defesa da democratização dos meios de comunicação se anuncia como a nova batalha da independência dos povos latino-americanos das amarras das antigas elites dominantes.
Se no período colonial, a manipulação e o controle, se faziam pela cruz e pela espada, agora se refletem no domínio político e econômico de uma elite sobre as Indústrias Culturais. Um processo que foi intensificado com as políticas neoliberais de privatização do setor, cujo resultado é uma concentração mediática em que os quatro principais grupos de comunicação latino-americanos (Globo no Brasil, Clarín na Argentina, Cisneros na Venezuela e Televisa no México) controlam mais de 60% do mercado regional de audiências.
Mas as respostas a esse cenário já apontam a possibilidades de novas configurações. Dos pioneiros, Venezuela e Argentina, surgem alguns dos principais embates da “descolonização midiática”.
Em 15 de abril desse ano, 50 mil pessoas, entre militantes e ativistas do direito à comunicação, profissionais da imprensa, políticos e cidadãos comuns, tomaram as ruas de Buenos Aires para defender a Lei de Comunicação e Serviços Audiovisuais. Aprovada pelo senado em outubro do ano passado, a lei 26.522/09 está paralisada por duas liminares judiciais. A pressão é para que a Suprema Corte de Justiça intervenha de maneira favorável à nova legislação.
Construída com base nas propostas da sociedade civil organizada na Coalizão para uma Nova Lei de Meios, o novo marco rompe com a herança regulatória da ditadura no país e quebra o quase monopólio midiático de o Clarín, detentor da maior concentração nacional.
As lutas pela independência do controle corporativo da comunicação extrapolaram as batalhas econômicas e políticas, para invadir as ruas e os tribunais argentinos. No centro do debate estão os anseios por ampliar as fronteiras da democracia em dois setores ainda bastante blindados: a mídia e o judiciário.
Na mesma semana da marcha argentina, a sede da televisora comunitária de Cátia TV, na periferia de Caracas foi palco do “Encontro Internacional da Comunicação Popular na Batalha Anti-imperialista”. O evento reuniu emissoras comunitárias de todo o continente na tentativa de organizar um movimento regional para enfrentamento dos grupos econômicos midiáticos.
Assim como para os argentinos, o desafio desse grupo é grande. Associados historicamente com a construção de alternativas progressistas de comunicação, esses atores agora se situam no meio do fogo cruzado entre as trincheiras do modelo privado de dominação comunicativa e o controle informativo estatal.
Nesse cenário, os meios comunitários passam por um momento de redefinição importante. Frente ao poder ostensivo do capital, as alianças com os governos são condição essencial para qualquer perspectiva de alteração das estruturas midiáticas. Do outro lado, as chamadas “novas esquerdas” muito cedo descobriram que sem a legitimação de uma sociedade civil não conseguem as condições necessárias nas regras democráticas para enfrentar a oposição mediática a seus governos. Desses novos acordos em construção, surgem as possibilidades de enfrentamento e libertação da colonização midiática.
A questão é que nesses vínculos está presente o eterno risco que atormentou os antigos processos de independência: mudar para continuar o mesmo. Na maioria das antigas colônias, o processo de libertação das metrópoles não significou mudanças na exploração e domínio da maioria da população. Na prática, os “libertadores nacionais” se armaram dos mesmos chicotes que mantiveram a exclusão de indígenas, negros, mulheres e trabalhadores, e que se perpetuam ainda hoje.
Para uma independência autêntica, o que se exige cada vez mais é um urgente retorno aos antigos princípios por um fazer comunicação plural, inclusiva e democrática. Essa é a bandeira a ser continuamente empunhada nesse campo de batalha que está apenas começando.
Nessa nova conjuntura, o Brasil será um dos últimos a celebrar o bicentenário da independência, pois só participa das festas em 2022. E se depender do nosso histórico “Grito do Ipiranga”, as lutas por uma comunicação mais livre e democrática no país vão exigir atenção, cuidado e perseverança ainda mais redobrados.
Nascimento Silva - FITERTNovos telefones:Celular: (37) 8836 7964Nextel: (11) 7747 3066
jueves, 12 de noviembre de 2009
ARGENTINA: TRABAJADORES DE LA COMUNICACION CON REPRESENTACION
Los Trabajadores de la Comunicación, están representados por los siguientes compañeros:
TITULARES: Néstor Cantariño (SATSAID), Raúl G. Granero (FATPREN), Luis Emilio Alí (A.A.A)
SUPLENTES: Vicente Alvarez (SUP); Sergio Gelman (SAL), David Furland (AATRAC), Stella Maris Hernández (PRENSA)
Referencias:
SATSAID: Sindicato Argentino de Televisión, Servicios Audiovisuales, Interactivos y de Datos
FATPREN: Federaciòn Argentina de Trabajadores de Prensa
AAA: Asociación Argentina de Actores
SUP: Sindicato Argentino de Publicidad
SAL: Sociedad Argentina de Locutores
AATRAC: Asociación Argentina de Trabajadores de las Comunicaciones
Para conocer los artículos 15 y 16 (integración, funciones y objetivos del CONSEJO FEDERAL DE COMUNICACION AUDIOVISUAL) asi como el texto completo de la Ley 26522 pueden ingresar en http://microlex.com.ar/blog/?p=69#more-69
Saludos
Coordinación Grupo Profesional Locutores de PANARTES
domingo, 30 de agosto de 2009
ARGENTINA: LA NUEVA LEY DE LA DEMOCRACIA LLEGO AL CONGRESO
El Gobierno Nacional, seis meses y nueve días después de haber presentado su propuesta de Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual, decenas de audiencias públicas y foros, centenares de reuniones con organizaciones no gubernamentales y miles de km recorridos por sus funcionarios, remitió al Congreso de la Nación el Proyecto finalmente elaborado y que deberá ser tratado por los legisladores.
La Nueva Ley de la Democracia llegó al Congreso. Ahora comienza la pelea parlamentaria por imponer intereses y voluntades sectoriales. Están los que directamente quieren que de ésto ni siquiera se hable (la corporación mediática) y los que piden (opositores al gobierno) que se postergue su debate para después del 10 de diciembre, porque dicen, los que están son "legales" pero no "legítimos".
Y estamos nosotros, los que queremos que la Democracia tenga su nueva ley de radiodifusión, ni represora ni censuradora. Que respete los pactos internacionales que hablan de pluralismo, libertad de expresión, equidad, etc.. Que contemple los avances tecnológicos que se han producido en el mundo en casi 30 años de vigencia de la ley de la dictadura.
Estamos nosotros, los locutores y otros profesionales de los medios, que queremos que nos respeten nuestras incumbencias profesionales. Los que desde que el gobierno nos dio a conocer su propuesta, hemos participado en cuanto ámbito de discusión sirviese para sentar posición sobre aspectos que consideramos fundamentales para sostener nuestra profesionalidad.
Y por eso marchamos el 27 de agosto, Día de la Radiodifusión, desde PLAZA DE MAYO al CONGRESO.
Y estamos contentos, porque el Gobierno nos escuchó y aceptó nuestras observaciones a su propuesta y las plasmó en el Proyecto Final que mandó al Poder Legislativo.
Ahora, seguiremos trabajando para perfeccionar la norma, para evitar que los lobbistas de la corporación mediática busquen en el Congreso lo que no pueden lograr en los medios: acabar con nuestras incumbencias profesionales que se rigen por normas que consiguieron quienes nos precedieron en esta lucha.
Este es el texto de las observaciones a la propuesta que la SAL envió al COMFER:http://locutores.org.ar/documentos%20sal/Nota_al_COMFER_por%20proyecto_de_ley_SCA_19-6-09.pdf
Los artículos 137 y 138 de la Propuesta, fueron modificados a pedido de la Sociedad Argentina de Locutores y a continuación se pueden leer las correcciones, incluidas ahora como art. 145 y 146::
TÍTULO XI
DISPOSICIONES COMPLEMENTARIAS
ARTÍCULO 145..-Transfiérese al ámbito de la AUTORIDAD FEDERAL DE SERVICIOS DECOMUNICACIÓN AUDIOVISUAL, el INSTITUTO SUPERIOR DE ENSEÑANZARADIOFÓNICA (ISER), destinado a la realización y promoción de estudios,investigaciones, formación y capacitación de recursos humanos relacionados conlos servicios de comunicación audiovisual, por sí o mediante la celebración deconvenios con terceros.
Equipárase al INSTITUTO SUPERIOR DE ENSEÑANZA RADIOFÓNICA (ISER) a los institutos de educación superior contemplados en la Ley Nº 24.521 y sus modificatorias. Funcionará bajo la dependencia de la Autoridad de Aplicación que nombrará a su Director.
ARTÍCULO 146.-La habilitación para actuar como locutor, operador y demás funciones técnicasque, a la fecha, requieren autorizaciones expresas de la Autoridad de Aplicación,quedará sujeta a la obtención de título expedido por el INSTITUTO SUPERIOR DEENSEÑANZA RADIOFÓNICA (ISER), las instituciones de nivel universitario oterciario autorizadas a tal efecto por el MINISTERIO DE EDUCACIÓN y su posterior registro ante la Autoridad de Aplicación.
En este link pueden consultar el texto completo que el Gobierno envió al Congreso:
http://www.comfer.gov.ar/web/blog/wp-content/uploads/2009/03/ley-final-sin-marcas.
SECRETARIA DE PRENSA Y DIFUSION
SOCIEDAD ARGENTINA DE LOCUTORES
www.sal.org.ar
sábado, 6 de septiembre de 2008
LA CONCENTRACION DE MEDIOS ATENTA CONTRA LA PLURALIDAD
Como trabajadores de los medios de comunicación, rechazamos la pretensión de Radio Continental de reducir fuentes de trabajo, al emitir una misma programación por dos frecuencias diferentes dentro de la misma área de cobertura.
Lo que Continental defiende en nombre de la libertad de prensa no es más que su ambición de contar con una ventanilla más para vender publicidad por el mismo producto, a costa de sacrificar el trabajo de locutores, operadores, periodistas y administrativos a quienes debería emplear para contar con una programación propia para la señal 104.3, de acuerdo al plan cultural que presentó en su momento la antecesora de Nostalgie Amsud para resultar adjudicataria de la misma.
La medida instrumentada por el Gobierno Nacional a través del COMFER, es una clara actitud contra la concentración de medios, ya que esta práctica a veces abierta y otras solapada, como siempre lo hemos sostenido, monopoliza la opinión e información, atenta contra la pluralidad y no genera fuentes de trabajo, por el contrario las elimina, provocando más desocupación en el sector.
Los gremios que integramos la COSITMECOS exigimos el cumplimiento de las normas que regulan la radiodifusión y abogamos por la sanción de una nueva Ley de Radiodifusión que contemple el interés público y de los trabajadores, recordando que las frecuencias del espectro radioeléctrico son propiedad del Estado, que las otorga en cesiones temporarias a empresas para su explotación bajo condiciones claramente establecidas, que no pueden soslayarse en aras de una ambiciosa pretensión de acumular mayor poder económico.
lunes, 1 de septiembre de 2008
ARGENTINA: LA INTERSINDICAL RADIAL CONTRA LA CONCENTRACION DE MEDIOS
La INTERSINDICAL RADIAL considera oportuno dejar sentada su posición al respecto reafirmando sus principios contrarios a toda concentración de medios por cuanto representa una amenaza directa a la democracia y al pluralismo, porque tiene el potencial de interferir el derecho a saber del público limitando las fuentes de información, restringiendo la libertad de expresión, al controlar los canales disponibles y manipular a la opinión pública.
Como trabajadores de los medios de comunicación rechazamos la pretensión de una “red privada permanente” integrada por la AM 590 de Radio Continental y FM 104.3 Nostalgie Amsud por cuanto la conformación de dicha red eliminó todos los puestos de trabajo de la FM al pasar a emitir por su onda la totalidad de la programación de Radio Continental, configurando además una situación ilegal al hacerlo a través de dos frecuencias diferentes dentro de una misma área de cobertura.
Diferentes medios salieron en defensa de Radio Continental con el ya habitual argumento que la decisión del COMFER viola la “libertad de expresión”, la “Libertad de prensa”, etc. Nosotros opinamos lo contrario: es Radio Continental la que limita esa libertad ya que al conformar una red privada permanente no autorizada con otra frecuencia de FM adjudicada a NOSTALGIE AMSUD, además de eliminar puestos de trabajo, cercena la posibilidad de contar con una emisora más con programación propia, para lo cual fue adjudicada por el Estado nacional.
A través de fusiones o conformación de redes, los medios de comunicación se han convertido en los últimos tiempos en elementos estratégicos de poder en su intento de formar conciencias y opiniones, siendo mínima la capacidad de respuesta que tienen los ciudadanos a la información – opinión que brindan esos medios. La medida dispuesta por el COMFER tiende a evitar esa concentración a través de la conformación de “redes privadas permanentes”.
Los sindicatos de la INTERSINDICAL RADIAL aprobamos que el Gobierno Nacional a través del COMFER exija el fiel cumplimiento de las normas que regulan los servicios de radiodifusión en todos los órdenes y deseamos que el dictado de medidas de esta naturaleza se extienda a todo el país. Por eso abogamos por la sanción de una nueva Ley de Radiodifusión antimonopólica, que impida la concentración de medios en manos de unos pocos, que contemple la diversidad cultural, la producción nacional, el interés público y el de los trabajadores que se desempeñan en el sector.
Buenos Aires, 1º de Septiembre de 2008.-
INTERSINDICAL RADIAL
AATRAC - SAL - SUTEP
sábado, 16 de agosto de 2008
EL INTERVENTOR DEL COMFER EN COSITMECOS
Sergio Gelman
Secretario Administrativo y de Prensa y Difusión
SOCIEDAD ARGENTINADE LOCUTORES
prensa-voces@sal.org.ar
www.sal.org.ar
viernes, 20 de junio de 2008
LA SAL COMENZO EL DEBATE SOBRE LA LEY DE RADIODIFUSION
También estuvieron presentes el director del ISER, Mario López Barreiro y su director de Enseñanza, Lic. Ricardo Sebastián Peiretti. Pese al mal clima reinante, la concurrencia fue muy buena. Entre los asistentes se contaron el secretario de COSITMECOS Néstor Cantariño, la Secretaria de Relaciones Internacionales de SUTEP, Lic. Carolina Von Oertel, el secretario general de la Seccional Mar del Plata de SAL, Locutor Alberto Solari, la delegada reorganizadora de la Seccional San Juan de la SAL, Locutora Mónica Beatricce, miembros de la CDN, delegados y afiliados en general.
lunes, 16 de junio de 2008
NORMAS REGULATORIAS DE RADIODIFUSION
ECUADOR PONE LÍMITES A MEDIOS LIGADOS A GRUPOS ECONOMICOS Escrito por Medios Latinos - DsD -
La Mesa de Derechos y Garantías incluyó la prohibición de que existan vinculaciones entre los medios de comunicación y grupos económicos y financieros.
El sitio Medios Latinos difundió ayer que “el paquete de artículos sobre los derechos de la comunicación que la Mesa 1 de Derechos Fundamentales y Garantías Constitucionales confeccionó en vistas al segundo y definitivo debate de la Asamblea Nacional Constituyente ecuatoriana incluyó la prohibición de que existan vinculaciones entre los medios de comunicación y grupos económicos y financieros”.
Agregó que “los asambleístas del partido oficialista Movimiento PAIS y de la tendencia de izquierda sostienen que los empresarios y banqueros no deberían tener vinculaciones con las empresas de medios de comunicación”. “Los congresistas de la minoría, en cambio, argumentan que no está claro el significado del concepto de ‘grupos económicos’”.
sábado, 14 de junio de 2008
LA LEY DE RADIODIFUSIÓN EN LA SAL
lunes, 5 de mayo de 2008
LA OPINION DEL GRUPO CLARIN
Qué se esconde detrás del debate sobre la futura Ley de Radiodifusión
Los intentos de controlar a la prensa tras el Observatorio de Medios y la propuesta de cambiar la ley.
En el ojo mismo de la tormenta de la crisis con el campo, ascendió al primer plano del debate nacional la Ley de Radiodifusión. Se generó una agenda de reuniones, y mítines en otros casos, en los que voceros como Hugo Moyano o Luis D''Elía apuntaron contra lo que denominaron una "ley de la dictadura", y reclamaron una transformación inmediata de ese corpus legislativo. El martes había hecho lo mismo el decano de la Facultad de Ciencias Sociales, Federico Schuster. Pero es muy poco lo que queda de aquella ley de la dictadura sancionada en 1980: sufrió desde su sanción, y en democracia, 207 modificaciones. El jueves último, en un foro convocado en el Aula Magna de la Facultad de Medicina, con el declarado objetivo de "defender al gobierno popular", D''Elía, en sintonía con el tono del Gobierno, pidió impulsar una nueva Ley de Radiodifusión, y recomendó seguir el ejemplo que en materia de medios aplican "los ingleses y los norteamericanos". Antes, el interventor del COMFER, Gabriel Mariotto, se había reunido con Hugo Moyano, el jefe de la CGT, y vicepresidente del Partido Justicialista que comanda Néstor Kirchner. El sindicalista enfatizó que su reunión había sido altamente positiva, y que había planteado el derecho y la necesidad de la CGT de poseer un medio propio. "Confiamos en que eso ocurra", señaló. Aclaró, de todos modos, que no está en sus planes conducir un programa de radio o de televisión, y señaló sonriendo que no pretende conducir "Bailando con Moyano".La presidenta Cristina Fernández de Kirchner se reunió a la vez con el líder sindical, con Mariotto y con el secretario de Medios, Enrique Albistur, y avanzaron supuestamente en el proyecto de reforma.La Ley de Radiodifusión no fue objeto de ningún discurso durante la campaña de Cristina Kirchner, ni antes de 2003, durante la campaña de Néstor Kirchner, ni durante toda la gestión anterior, ni tampoco fue mencionado en el acto de apertura de sesiones del Congreso. Hubo repentinamente ahora una acumulación de reuniones, con académicos de la Universidad de Buenos Aires, y diversas casas de altos estudios públicas y privadas.El viernes 25 de abril, la Presidenta había recibido a los miembros de las cámaras que agrupan a los directivos de medios en la Argentina, entre otras ADEPA, la Asociación de Entidades Periodísticas Argentinas, y CEMCI, la Comisión Empresaria de Medios de Comunicación Independientes. En cinco años de gestión del matrimonio Kirchner, ésa fue la primera reunión con las entidades representativas de los medios en el país, ya no del jefe del Estado, sino de cualquier otro funcionario del área de comunicación de ambos gobiernos. También estuvo el secretario de Medios, Enrique Albistur, y el jefe de Gabinete, Alberto Fernández, quienes no dijeron una sola palabra durante toda la reunión. Albistur está siendo investigado por otorgar publicidad oficial a empresas propias y de su familia. Néstor y Cristina Kirchner invocan enfáticamente la necesidad de adherir formalmente a todos los puntos que sostiene el Acta de San José de Costa Rica, en consonancia con los países latinoamericanos. Pero todos los países del grupo Panamericano de Naciones adhirieron a la Declaración de Chapultepec, elaborada por la Sociedad Interamericana de Prensa, en la que se sostiene el irresctricto e irrenunciable respeto a la libertad de expresión, sin controles oficiales de ningún tipo.El texto de la Declaración es contundente. Dice: "Ningún medio de comunicación o periodista debe ser sancionado por difundir la verdad o formular críticas contra el sector público".Las autoridades de ADEPA calificaron al encuentro con la Presidenta como positivo, aunque recalcaron: "Debe fructificar tras esto una sana colaboración y no un enfrentamiento estéril". Destacaron, además, la necesidad de contar con "un control del dial que debe organizarse para que no se superpongan las frecuencias que determinan un caos radiofónico configurado por cinco mil emisoras ilegales instaladas en el espectro". Los referentes de distintas radios, se encontraron en el restaurante Piégari de Puerto Madero, y Enrique Albistur dijo no temer por el futuro de su carrera política, y recordó que el COMFER opera bajo su órbita, indicando una suerte de potestad sobre el organismo. La iniciativa de modificar la Ley de Radiodifusión es paralela a la decisión presidencial de promover la tarea de un Observatorio de Medios integrado al Instituto Nacional contra la Discriminación (INADI). Elisa Carrió aludió a que en este contexto se negará a participar de las reuniones de consulta que viene realizando la Casa Rosada, porque "se está atacando la libertad de expresión y de prensa en la Argentina".Carlos Campolongo, profesor titular de Políticas y Planificación de la Comunicación en la UBA, en la carrera de Ciencias Sociales, recordó que "los Observatorios de Medios existen en innumerables países democráticos y con distintas formas organizativas, pero en todos los casos absolutamente independientes del poder del Estado". Y a la vez, se preguntó: "¿Quién observará a los observadores?".Por su parte, Henoch Aguiar, presidente de la Fundación Digital y titular de la cátedra de Legislación Comparada en la carrera de Ciencias de la Comunicación de la UBA, fue puntilloso respecto de la Ley de Radiodifusión. "Hay que abrir el espectro cerrado en televisión abierta. Aparte de Capital Federal —describió— la mayor parte de las ciudades del interior del país tienen un solo canal de televisión abierta. En cada ciudad podría sin embargo haber seis canales funcionando. Es una riqueza de comunicación que nos hemos perdido en los últimos 25 años, porque no ha habido concursos de canales de televisión abierta". La amplitud y riqueza de la comunicación está garantizada solamente por la debida rendición de cuentas del Ejecutivo sobre las cuestiones de interés público, y no, a la inversa, por el control del Estado sobre lo que se publica o lo que se dice en los canales y en las radios.
http://www.clarin.com/diario/2008/05/04/elpais/p-1664311.htm
sábado, 3 de mayo de 2008
DEBATE EN LA S.A.L SOBRE LA LEY DE RADIODIFUSION
El próximo 19 de junio a las 18 hs la SAL hará en su sede de calle Vidt 2011 (Salón de Actos "Pedro Marengo"), un taller-debate sobre la Ley de Radiodifusión, con la presencia de legisladores y funcionarios del gobierno. Oportunamente saldrá un boletín de la CDN con la convocatoria.
Un abrazo
Sergio Gelman.
Secretario de Administración, Prensa y Difusión
SOCIEDAD ARGENTINA DE LOCUTORES
sábado, 26 de abril de 2008
LEY DE RADIODIFUSION EN LA ARGENTINA
Publicado el 2008-04-24 07:54:32 CDT
Crítica de la Argentina presentó hoy el proyecto del titular del Comfer, Gabriel Mariotto, el cual pone el ojo en la concentración de licencias y hace peligrar la fusión de Multicanal y Cablevisión.
El gobierno nacional avanza con el anunciado plan para acotar el poder del Grupo Clarín. En el Comité Federal de Radiodifusión ya circula un borrador del proyecto de ley para regular el mercado de los medios audiovisuales que prevé la anulación de la fusión entre CableVisión y Multicanal –las dos proveedoras de servicio de TV cable que pertenecen a Clarín–, que fue oportunamente autorizada por el gobierno kirchnerista. Pero, al mismo tiempo, la iniciativa que evalúa el Ejecutivo supone un guiño a ese holding, ya que instaura un freno al anunciado desembarco del magnate mexicano Carlos Slim en el mercado de la TV por cable: el proyecto impide que más del 30% del capital que integra los medios locales sea propiedad de extranjeros, con lo cual mantiene en vigencia la Ley de Bienes Culturales, aprobada al comienzo del gobierno de Néstor Kichner y conocida como “Ley Clarín”.
Según una nota del periodista Damián Glanz publicada hoy en Crítica de la Argentina, el responsable de la comisión encargada de redactar la nueva norma es el interventor del Comfer, Gabriel Mariotto, un hombre que, según funcionarios del gobierno nacional y algunos empresarios del sector, llegó a su cargo para comandar “la guerra contra el monopolio”.
Desde el retorno de la democracia en 1983 circularon sin suerte por el Parlamento un centenar de proyectos para reemplazar la Ley de Radiodifusión, que había decretado Jorge Rafael Videla en 1980. Al parecer, los tiempos cambiaron: Mariotto asegura que tiene el apoyo de Cristina Kirchner para aprobar el nuevo proyecto, que, según confirmaron fuentes cercanas a la Secretaría de Medios de la Nación, sería enviado al Congreso en el transcurso de las próximas tres semanas.
El punto más discutido de la ley y el que generará más polémica durante su tratamiento parlamentario es el referido a la concentración de las licencias. El borrador que está en manos de Mariotto establece que “una misma persona física o jurídica podrá ser titular o tener participación societaria en más de una licencia para prestar servicio de radiodifusión, con las siguientes restricciones: en ningún caso podrá acumular un total superior a las doce licencias de radiodifusión abierta en todo el país”.
De acuerdo con el texto al que accedió Crítica de la Argentina, los titulares de las licencias tampoco podrán:
• Poseer servicios de radio cuya audiencia total supere el 40% de la audiencia potencial nacional;
• Superar el 35% de la audiencia potencial nacional de sus servicios de televisión abierta;
• Exceder el 35% del total de los hogares abonados a los servicios de radiodifusión por suscripción.
Este último punto es el que más ansiedad genera en el mercado de la radiodifusión, ya que el proyecto obligaría a Multicanal a desprenderse de los activos de Cablevisión, una polémica fusión que autorizó Néstor Kichner tres días antes de dejar el poder, en diciembre pasado.
Ese oligopolio concentra cerca del 80% de los abonados del país. “Así está el proyecto por ahora. Hay que ver cómo llega al Congreso y, finalmente, cómo termina sancionado”, afirma uno de los técnicos que trabaja en la letra chica del texto.
El debate parlamentario no será un dato menor: en el bloque oficialista hay un número importante de legisladores que en 2003 votó la ley 25.750, de bienes culturales, que reclamó el Grupo Clarín para evitar que sus acreedores se quedaran con la parte mayoritaria de su capital accionario. Entre esos diputados que votaron la “Ley Clarín” se encuentra el pampeano Manuel Baladrón, el presidente de la Comisión de Comunicación e Informática, la repartición de la Cámara baja que deberá analizar el proyecto que enviará el Poder Ejecutivo.
Pero a pesar de las declaraciones públicas de guerra que emitió el Gobierno, no todas son malas noticias para Clarín. El documento que impulsa el Ejecutivo, además de pretender la desmonopolización del mercado de la TV por cable, limita el acceso de capitales extranjeros al mapa de las telecomunicaciones: se trata de una exigencia que el grupo viene haciéndole al Ejecutivo desde que Slim anunció sus intenciones de lanzar su propio servicio de TV, internet y telefonía en el país.
“Cuando el prestador del servicio de radiodifusión sea una persona jurídica, deberá tener un capital social de origen nacional con ajuste a la ley 25.750”, se puede leer en el proyecto.
El esquema también limita el poder territorial de los propietarios de medios. Si el proyecto se aprueba, cada grupo de medios podrá tener en cada localidad una licencia de TV por cable, una de radio AM, otra de FM y un canal de TV abierta.
Moyano quiere tener un canal de televisión propio
Hugo Moyano quiere tener su propio canal de TV “para poder expresar lo que algunos medios monopólicos distorsionan”. El secretario general de la CGT hizo esas declaraciones antes de participar en una reunión convocada por Cristina Fernández para debatir con los sindicalistas el proyecto de Ley de Radiodifusión que impulsa el Gobierno. La lucha de la Casa Rosada contra algunos medios de comunicación generó ayer que Moyano y el líder de la CTA, Hugo Yasky, compartieran la mesa y un mismo reclamo: un lugar para las organizaciones gremiales en la grilla de licencias de radio y TV que se establecerá con la sanción de la nueva norma. También ayer reapareció el secretario de Medios, Enrique Albistur, que se mostró a la cabeza de la iniciativa. “Acá hay que resolver si decide el Ejecutivo o deciden los monopolios, que evidentemente se han adjudicado un rol paralelo al de los gobiernos”, afirmó Moyano. La ronda de consultas seguirá el viernes con los empresarios.
¿Quién es el dueño?
Un sector del bloque de diputados del oficialismo presentará en los próximos días un proyecto de ley para obligar a los medios de comunicación a publicar los nombres de sus accionistas. La iniciativa pertenece a los legisladores del Movimiento Evita Juan Manuel Irrázabal, Emilio Pérsico, Adela Segarra, Juliana Di Tullio, Stella Maris Córdoba, Gustavo Marconatto, Patricia Vaca Narvaja, Hugo Perié y Adriana García. La semana pasada, este mismo grupo de diputados propuso una norma para restablecer algunos derechos laborales que los canillitas perdieron durante los 90.
En medio de la disputa que mantiene el Gobierno con los medios y en especial con el Grupo Clarín, los legisladores también buscan obligar a las empresas y a sus accionistas a difundir en qué sectores, por fuera de los medios, tienen intereses comerciales. “El lector tiene que saber quién es el que le habla”, sostuvo Di Tullio.
Fuente: Crítica de la Argentina
Remitido por René Figueroa (ACL-COLOMBIA)
renelocutor@gmail.com
miércoles, 16 de abril de 2008
MEDIOS EN LA ARGENTINA: opinión del Gobierno Nacional
(Por Susana Reinoso y Alejandro Di Lázzaro De la Redacción de LA NACION )
La impulsa la Presidenta, dice Mariotto. El flamante interventor en el Comité Federal de Radiodifusión (Comfer), Gabriel Mariotto, hombre de extrema confianza del secretario de Medios, Enrique Albistur, llegó hace una semana al organismo con el mandato expreso de elaborar un proyecto que sustituya la actual ley de radiodifusión, promulgada durante la dictadura militar. Dice que "la voluntad de la presidenta de la Nación es avanzar sobre una nueva ley para desconcentrar el mercado". "Nos parece una decisión óptima. Durante 28 años hubo presiones de actores de la comunicación para que no hubiera una nueva ley de radiodifusión. Y la Presidenta hoy quiere avanzar sobre este tema. Una nueva ley de radiodifusión es la madre de todas las batallas", sostuvo Mariotto. En su despacho, custodiado por una foto en blanco y negro de Juan y Eva Perón y con una notebook a la que acudía reiteradamente para poder citar artículos de leyes y tratados, el interventor del Comfer se afanó por justificar por qué el gobierno de Cristina Kirchner desconcentrará la concentración de medios que el ex presidente Néstor Kirchner, su marido, consolidó durante su gestión. Fue el ex presidente quien prorrogó las licencias a todos los canales abiertos y radios del país, y aprobó la fusión en el mercado de la TV por cable. Sostiene, durante una entrevista con LA NACION, que la urgencia por promulgar una nueva ley de radiodifusión se debe a "una cuestión tecnológica", pero, más tarde, admite que hay "razones políticas" detrás de la urgencia.
-¿A qué se debe el apuro por impulsar ahora una ley de radiodifusión?
-Yo defino esta impronta como que estamos en los umbrales del acceso a nuevas tecnologías muy definidas, como la digitalización. Más allá de la relación coyuntural con distintos actores de la comunicación, el Estado no puede hacer frente a la digitalización con un continente jurídico de la dictadura. La digitalización, con una ley adecuada a los tiempos democráticos, permitirá amplificar la posibilidad de emisión y que haya muchos más actores que puedan emitir. Eso necesita un continente jurídico adecuado. Esa es la coyuntura que lleva al Estado a sancionar urgentemente una nueva ley. Porque de lo contrario esa potencialidad técnica está atrapada en un concepto concentrador de radiodifusión como fue el que instaló la actual ley 22.285.
-Los proyectos parlamentarios no contemplan nada de lo que usted está diciendo.
-Esos proyectos han logrado un consenso en el espíritu de muchos articulados, que dan cuenta del precepto general que es la Declaración de los Derechos Humanos del Pacto de San José de Costa Rica. Esos proyectos, presentados desde 1985, han dado muchos consensos. Anticipar la digitalización y las nuevas tecnologías será parte del trabajo el Comfer y de la Secretaría de Medios para aportar esas herramientas a la presidenta de la Nación, y que así tenga en sus manos una nueva herramienta, la nueva ley de radiodifusión, que tiene que tener una decisión política del Poder Ejecutivo como sustento. Al Ejecutivo le cabe un rol muy importante en este tema.
-Con un Congreso como el actual, con mayoría oficialista, lo que se va a aprobar es el proyecto del Poder Ejecutivo.
-Más allá de los números del Frente para la Victoria, esta ley va a tener mucho consenso y aportes de otras fuerzas políticas. La ley de radiodifusión es la madre de todas las batallas. No es casualidad que desde hace 28 años no se pueda tratar una ley de radiodifusión. No es casualidad que actores de poder en la comunicación vean que una ley de la democracia es una amenaza. La amenaza es la ley de la dictadura. Sabemos que hay muchas presiones, pero también sabemos que este umbral tecnológico les llega también a quienes no quisieron tratarla antes. Hoy, todos los actores necesitan una ley de radiodifusión. Y el Estado tiene que poner un grado de racionalidad para garantizar los principios de San José de Costa Rica, que son la libertad de expresión y la pluralidad de voces.
-¿De qué pluralidad de voces se está hablando?
-De los gremios, las universidades, las cooperativas, las fundaciones. La ley 22.285 restringía las licencias sólo para las personas físicas o jurídicas con fines de lucro. Pero también las personas sin fines de lucro tienen que acceder. Las nuevas tecnologías tienen que ser la excusa para nacer democratizados.
-Es curioso que en este momento coyuntural de pelea entre el poder político y los medios se avance con esta ley.
-El momento político-técnico- comunicacional requiere una nueva ley. Hay una voluntad del Estado para democratizar las comunicaciones. Esta ley se fue postergando por infinidad de presiones. Vamos a llevar un proyecto a la Secretaría de Medios.
-¿No es paradójico que el gobierno actual promueva la desconcentració n del mercado, cuya concentración consolidó el gobierno de Néstor Kirchner?
-La prórroga de las licencias se ha dado en una coyuntura en la que los titulares de frecuencias adujeron que no habían superado la crisis de 2002 y necesitaban más tiempo de titularidad para refinanciar sus deudas. El Poder Ejecutivo les asignó diez años más. Fue una coyuntura política. Si se hubiera querido intervenir desde el Estado, limitando la expresión, no se hubiera atendido ese pedido de las empresas periodísticas. Una cosa no obstaculiza la otra. Que se les haya dado 10 años más no significa que no pueda haber una nueva ley de radiodifusión.
-¿Tanto apuro para la ley de radiodifusión y el Gobierno aún no aprobó norma de TV digital?
-En el curso de este año el Gobierno va a aprobar la norma. La digitalización en sí ofrece unas alternativas que son básicas para democratizar la comunicación en los medios.
-¿Dónde está la coherencia política cuando se refuerza la concentración de medios y luego se desconcentra?
-El artículo 12 de libertad de expresión dice que los monopolios y oligopolios deben estar sujetos a leyes antimonopólicas, porque conspiran contra la democracia. Kirchner no reconfirmó la concentración. En un momento de crisis concedió la prórroga de las licencias.
-¿Por qué se avaló la actual situación de la TV por cable?
-Es que en la TV por cable hace mucho tiempo que no se venden nuevos pliegos y eso ayudaría a democratizar las señales de cable en cuanto a la composición de su grilla. La nueva grilla en la TV por cable, ordenando las señales de noticias, va a llevar a muchos cableoperadores a poner el grito en el cielo, pero otros van a estar contentos. El Estado tiene que intervenir para garantizar equidad. Al Estado le está faltando un registro de señales de cable, para ordenar temáticamente la grilla y que no lo haga la libertad de empresa. Así se garantizaría que todos los ciudadanos tuvieran el mismo acceso a las frecuencias.
MEDIOS EN LA ARGENTINA: la opinión del periodismo especializado
Su relación con los medios audiovisuales demuestra una historia intermitente de premios y castigosUn neumático humeante es, para la televisión, mucho mejor que una idea. Para los canales, unas buenas trompadas -no importa quién las dé ni quién las reciba- resultan infinitamente superiores a una amable entrevista. Gente excitada y en desacuerdo es algo que la TV de hoy prefiere toda la vida a un documental de plácidos animalitos pastando por una verde pradera. Su pantalla sólo ama a los que exasperan, sin distinción de ideologías, se llamen Luis D Elía, Fernando Peña, Cecilia Pando o Nazarena Vélez. No entender esta estridente lógica televisiva es la causa principal de la actual mala sangre oficialista. Intentar imponer un "ideal" uniformado es un objetivo que sólo logran, y con mucho esfuerzo y violencia, los gobiernos totalitarios (Hitler, Franco, Mussolini, los regímenes soviéticos, Videla, etc.). Y aun así, cuando la historia termina arrasándolos, con ellos también mueren, sin dejar huella, sus absurdos corsets informativos. Acostumbrado a reinar, sin mayores cuestionamientos, en los últimos cinco años, el matrimonio Kirchner explotó de bronca por el último grito de la moda televisiva: la pantalla partida en dos, en tres o en cuatro partes, en la que se equiparan atrevidamente los mensajes del poder con las rebeldías del campo y los cacerolazos glamorosos. Suponían que los diez años que graciosamente les ofrendaron a los concesionarios de los canales, extendiéndoles sus licencias, más otros negocios y primicias individuales, bastaban para tener a la TV de su lado e inmunizarlas de por vida del más mínimo mal rato. Pero un día prendieron la tele y no les gustó lo que veían e hicieron pesar a rajatabla lo que el "evangelio" peronista llama de una sola manera: "traidores".
* * * La relación de los gobiernos peronistas con la prensa y, particularmente, con los medios audiovisuales ha sido, por lo general, tempestuosa, aunque también ha sabido atravesar momentos de intenso idilio, en una perfecta alternancia de premios y castigos, de aflojar y de apretar según las necesidades de cada momento. A la hora de señalar los puntos más extremos del odio y el amor que supieron profesarse hay que anotar del lado de las agresiones más graves la seguidilla de confiscaciones, persecuciones, cooptación de voluntades y armado del fenomenal aparato de medios conversos y adictos que alcanzó su máxima intensidad al promediar el segundo gobierno de Juan Perón (1952-1955), la intervención de los canales de TV durante el interinato de Raúl Alberto Lastiri (1973) y la confiscación de prepo y/o a punta de pistola de esas emisoras, durante el gobierno de Isabel Perón (1974-1976). Del lado de las buenas maneras se recuerda la fundación de la televisión argentina, hacia el final de la primera gestión de Juan Domingo Perón (1946-1951), la reprivatizació n de los canales 11 y 13, en los albores del primer gobierno de Carlos Menem (1989-1995) y el mencionado estiramiento de las licencias otorgado por Néstor Kirchner (2003-2007). Eduardo Duhalde (2002-2003), presidente elegido por el Congreso tras la honda crisis de 2001, por su parte, concretó la descentralizació n territorial de los medios audiovisuales, al conceder a provincias y municipios la posibilidad de contar con emisoras públicas propias que la ley de radiodifusión aún vigente vedaba y removió el temible cram down de la ley de quiebras, que evitó que algunos holdings mediáticos quebraran y pasaran a manos de sus acreedores externos. Para bien o para mal, a los presidentes de cuna peronista, los medios nunca les resultaron indiferentes. Sólo Héctor Cámpora, que apenas duró 50 días en 1973, y Adolfo Rodríguez Saá, que gobernó nada más que en la última semana de 2001, fueron los dos únicos mandatarios justicialistas que el tiempo los devoró demasiado rápido como para impregnar al ámbito de la comunicación con sus improntas. Pero conviene recordar que el puntano supo controlar como ninguno la comunicación en San Luis mientras la gobernó (1983-2001).
* * * Desde que llegaron a la cima del poder, Néstor y Cristina Kirchner se dedicaron a aludir peyorativamente al periodismo de manera sistemática, pero en sus preferencias audiovisuales demostraron una curiosa diversidad que para muchos podría resultar incompatible: atendieron con especial deferencia a los medios del Grupo Hadad -que en la última crisis se dio a la tarea de construir una nueva "épica" del helicóptero, medio de transporte aéreo que había quedado muy desprestigiado mediáticamente desde la salida a las apuradas de la Casa Rosada de Fernando de la Rúa el 20 de diciembre de 2001- y a los movileros de CQC , a los que consienten divertidos todo tipo de impertinencias. Para los demás hubo un mutuo pacto de no agresión: Néstor Kirchner les extendió las concesiones una década mediante el decreto 527/2005 y los canales se apolitizaron a más no poder. En su lugar, para distraer, pusieron periodísticos esperpénticos con informes marginales, shows y chimentos prostibularios y desmadraron el idioma sin que el Comfer atinara a decir ni mu. En diciembre último el Gobierno, con la firma del polémico secretario de Comercio Interior, Guillermo Moreno, aprobó la estratégica fusión de Multicanal y Cablevisión, y lo convirtió en el mayor operador de cable de la Argentina, que ahora, vino a saberse, transmite las imágenes y "relata" las noticias de manera inconveniente para los inquilinos más notables de la residencia presidencial de Olivos. Y el mes pasado, el Comfer impuso a los cables de todo el país un muy unitario reordenamiento de la grilla de las señales que van del 2 al 15 para beneficiar a canales abiertos y de noticias porteños, en pos de una supuesta "pluralidad informativa" . Raro. Tras los cortes de ruta, cacerolazos y aprietes de D Elía a vecinos de Barrio Norte transmitidos en vivo y en directo, y repetidos una y otra vez, la luna de miel entre la TV y el poder parece haber llegado a su fin. Ahora se amedrenta con la idea de un observatorio de medios de alcances difusos y el nuevo titular del Comfer amenaza con una nueva ley de radiodifusión, que en los cinco años pasados el kirchnerismo no tuvo la menor intención de tocar.
* * *Ahora que los hostigamientos empiezan a multiplicarse y la tentación de hegemonizar y disciplinar los contenidos de los medios masivos desvelan en los principales despachos oficiales, viene a la memoria lo que el 28 de mayo de 1974, un otoñal presidente Perón, 35 días antes de su muerte, dijo a los gremios de la TV reunidos en la Sala de Situación de la Casa de Gobierno: "En 1945, todos los medios masivos de comunicación estaban contra nosotros y ganamos las elecciones. En 1955, todos estaban a favor nuestro, porque eran nuestros la mayor parte, y nos echaron, y en 1972 estaban todos en contra de nosotros y les ganamos por el 60 por ciento. De manera que, vamos, todo es relativo en esta vida".
Por Pablo Sirvén
Acotación del moderador del grupo:
Durante la gestión de Carlos Menem (1989-1999) se modificaron algunos puntos de aquella norma:
* El inciso e) del artículo 45, que impedía ser titulares de licencias a las empresas periodísticas nacionales, estas últimas en referencia a las vinculadas con la prensa gráfica.
* El inciso a), artículo 46, que obligaba a las empresas de servicios de radiodifusión a tener como objeto exclusivo la actividad de radiodifusor.
* El inciso c), artículo 46, que establecía un límite de veinte personas físicas como integrantes de las sociedades radiodifusoras. Con esto se modificaron las disposiciones que impedían la conformación de grupos multimedios.
Se puede ver el texto completo de la Ley 22285/90 y sus reformas en http://www.comfer.gov.ar/
MEDIOS EN LA ARGENTINA: opinión de los técnicos
http://www.pagina12.com.ar/diario/elpais/1-102339-2008-04-13.html
"Todos los días nos invaden los marcianos"
Alejandro Kaufman analiza la relación entre el sistema de medios y las formas que asumió la cobertura del lockout agrario, la creación de un observatorio y el rol de la Facultad de Ciencias Sociales. Advierte que "los medios hegemónicos no han revisado su propia historia reciente" y que "no puede haber libertad de expresión exenta de crítica a los medios".
Por Javier Lorca
–¿Qué relación hay entre los modos que asumió la cobertura mediática del lockout agrario –en la que la Facultad de Ciencias Sociales advirtió discursos racistas y clasistas– y la particular constitución del sistema de medios argentino?
–La concentración del sistema de medios tiene como consecuencia que, aunque pueda ser importante el número de publicaciones gráficas, las dominantes abarcan la mayor parte del mercado. La centralidad porteña de los principales medios audiovisuales tiende a imponer a todo el país lo que sucede en Buenos Aires. También existe un estilo, una impronta cultural que considera la homogeneidad un valor, por lo que la monotonía de la agenda y su univocidad suelen ser lo común. En una situación de crisis, las consecuencias políticas e institucionales pueden ser gravísimas. Los medios hegemónicos no han revisado su propia historia reciente, sus comportamientos en la dictadura con respecto a la represión y la guerra de las Malvinas. El contexto democrático posdictatorial exige cambios en los medios, cambios que no han tenido lugar. Desde ya que no es el Estado el que podrá conducir esos cambios, sino la recuperación posdictatorial de la sociedad civil. Todo indica que falta mucho para ello.
–Después de las críticas formuladas por Ciencias Sociales a la cobertura del conflicto, ¿cómo analiza la reacción de la mayoría de los medios, más centrada en la función de un observatorio –y en cuestionar a la facultad– que en examinar si hubo o no expresiones y prácticas discriminatorias?
–Fue el consejo directivo de la facultad, órgano democrático de gobierno en una universidad pluralista con libertad de cátedra, el que consideró que era necesario poner un límite a los desbordes y excesos que se habían producido. Los medios hegemónicos exhibieron con naturalidad expresiones y actitudes incompatibles con la convivencia social, cuya continuidad o expansión sólo podrían llevar al desastre. Como los medios hegemónicos lucran con la inminencia de la catástrofe, se trata de una política mediática destinada a provocar pánico e inquietud en la población. Actúan como Orson Welles cuando hizo aquel radioteatro famoso sobre la invasión de los marcianos. Ahora hay deliberación o negligencia, porque se conocen los efectos de los grandes medios de comunicación. Todos los días nos invaden los marcianos. Entonces la reacción fue congruente con ello. No es que sectores de la sociedad se preocupen por la paz social o la convivencia, o el Gobierno por gobernar de un modo viable, sino que hay en ciernes una diabólica iniciativa para suprimir la libertad de expresión. Como tantas otras veces, en lugar de abrir un debate con argumentos, se prefiere la alarma, el escándalo y la demonización. Expresiones como la de la "garita mediática" lindan con la barbarie y la estolidez. Por suerte, incluso en los mismos multimedios, hubo actitudes mejores, más sensatas, que no se plegaron automáticamente al discurso que se procuró generalizar.
–¿Para qué puede servir un observatorio de medios construido desde el Estado? ¿Cómo evitar que sea un canal para el poder de gobierno circunstancial?
–La participación de las universidades públicas tiene como finalidad establecer cierta garantía de ecuanimidad, porque se basa en convocar a instituciones autónomas, con gobiernos propios, elegidos por los claustros, y objeto de discusión en las propias universidades. Los intentos gubernamentales de controlar a las universidades han requerido intervenir sobre ellas de maneras violentas. Esto no implica desconocer que la realidad política nacional influye en las universidades, como parte de la sociedad que son. De todos modos, la clave para evitar que un organismo semejante pudiera ser objeto de un uso espurio reside en la sociedad civil, en el ejercicio de las libertades civiles y la vigencia de los derechos humanos. Lo que ocurra con un observatorio construido desde el Estado depende de la situación del conjunto. Es importante que actividades de esta naturaleza tengan correlatos independientes del gobierno y del Estado, sin perjuicio de que confluyan diversas iniciativas públicas, sociales y privadas.
–¿Cómo conciliar la necesidad de una crítica al rol de los medios de comunicación con la libertad de expresión?
–La crítica al rol de los medios forma parte de la libertad de expresión. ¿Cómo podría ser de otra manera? No puede haber libertad de expresión exenta de crítica a los medios. Los medios elaboran un producto público, destinado a acceder a las conciencias de toda la población. Un observatorio observa lo mismo que todos los espectadores. La única diferencia es que lo observa con otra mirada, otra actitud, antes que nada sustraída a la fascinación que los medios inevitablemente producen. Como Ulises, el observatorio se propone atarse al palo mayor de la nave para no caer bajo el influjo seductor de las sirenas. Eso es lo que molesta tanto, que se difunda un discurso crítico, que la hegemonía inapelable de los medios se ponga en tela de juicio, que se haga desde afuera de ellos lo que la mayoría de ellos no hace, que es examinarse a sí mismos. Una libertad de expresión anclada en la libertad de las empresas concentradas dista mucho de garantizar el ejercicio pleno de ese derecho básico. Resulta llamativo que se sientan vigilados porque alguien los va a mirar de otro modo que el que ellos prescriben. Es eso lo que rechazan, que alguien, legitimado por instituciones destinadas a proteger derechos instale una discusión sobre las formas y los significados concernientes a los medios. Debería sorprender que se llame vigilancia a la observación de lo que está a la vista. Me recuerda al relato del rey desnudo. Piden que guarde silencio el niño que revela su desnudez, por otra parte a la vista de todos, estupefactos ante la intimidación que imponía el disimulo de lo obvio. Es evidente que los medios hegemónicos ejercen acciones cuestionables sobre el público, pero siempre es más fácil participar del consenso presunto, de la sensación de que nos hablan a todos y de que todos hablamos por ellos. Hay que vencer ese círculo vicioso, y permitir y permitirse la crítica.
–La intervención de la facultad fue interpretada, desde diversos sectores, como un apoyo político al oficialismo. ¿Puede intervenir la universidad en la realidad sin que su intervención sea reducida a –o descalificada por– un tomar partido en la dicotomía con que se planteó el conflicto?
–Se interpreta como apoyo al oficialismo cualquier actitud que no coincida con el temperamento muy extendido en la cultura política de estos años de ejercer una oposición paranoica contra el Gobierno. Contextualicemos. Hay dos palabras que en el lenguaje argentino de la posdictadura quedaron canceladas: "errores" y "excesos". Después de tanto esfuerzo por refutar el uso que hizo la dictadura de esas palabras para encubrir sus atrocidades, pareciera que esas palabras ya no se pueden usar. Si decimos de cualquiera que ha cometido errores o excesos en lo que sea, nos suena como si estuviéramos repitiendo el argumento de la dictadura. Estoy simplificando, pero es algo que ocurre hasta cierto punto. Como no se pueden usar esas palabras, hemos quedado reducidos al blanco y al negro. Si alguien se equivoca o se excede es porque encubre atrocidades. Si no encubre atrocidades, entonces pertenece al bien puro. "Kirchner", cada uno de sus errores y excesos, es lo mismo que Hitler, pero sin campos de concentración, como dijo en su momento Carrió, y habría que recordar a cada minuto, por lo inconmensurable que es el daño causado con esas palabras, no sólo en el momento en que fueron dichas, sino porque el conjunto de su descripción del Gobierno es fiel a esas palabras. Se ha producido una atmósfera por la cual la foto de un reloj en la muñeca de la Presidenta es lo mismo que una montaña de dientes de oro amontonados en Auschwitz. En esta homología icónica reside el poder de los medios, sistemáticamente utilizado por sectores de la oposición. De esta manera, nos vemos en dificultades para decir que la declaración de Cristina sobre Sábat fue un error, y que la intervención de D'Elía en Plaza de Mayo fue un exceso, sin que se tenga la sensación de que estamos disculpando algo que en realidad corresponde por un lado a un anuncio de represión de la Gestapo y, por otro lado, a una acción de las tropas de asalto de las SA. Con esto solo no podríamos garantizar que alguna de estas cosas no sucedan en el futuro o en otras circunstancias. Pero no están sucediendo ni hay ningún indicio de que estén sucediendo. En cambio, se las describe como si fueran inequívocas. El error de Cristina acerca de Sábat fue criticado en forma precisa y severa por varios de los principales columnistas de Página/12, con argumentos muchísimo mejores que la mayoría de los que se exhibieron desde la oposición.
–¿Cómo analiza la particular relación del gobierno kirchnerista con los medios?
–La actitud del Gobierno es reactiva, frente a una oposición que prefiere la difamación, la inducción de la histeria colectiva y el pánico destituyente antes que la confrontación política argumentativa y crítica. Esto no implica que el Gobierno tenga en su haber la virtud de la racionalidad política ni mucho menos, pero ha mostrado en estos años más sensatez que algunos de sus adversarios. En lugar de limitarse a acusarlos por no dar conferencias de prensa habría que interrogarse y reflexionar sobre la historia reciente de los medios y sus relaciones con la política. Después de años de horror dictatorial, frivolidad farandulesca en el menemismo y finalmente la crisis terminal del 2001, lo que ahora está ocurriendo no puede menos que abrir interrogantes sobre esas terribles experiencias. Quien quisiera superarlas debería hacer algo más que dedicarse a destituir al kirchnerismo. No reivindico las interpelaciones directas a empresas y periodistas como método, dado que son una consecuencia de la historia reciente. Hay demasiados periodistas y modalidades comunicacionales que fueron parte de la dictadura, y que cada vez que pueden la reivindican de un modo u otro. Esos sectores, mucho más amplios de lo que podría suponerse, odian visceralmente al Gobierno por lo que tiene de divergente de la dictadura y del menemismo, no por lo contrario. Lo odian por lo que tiene de redistributivo, justiciero, defensor de los derechos humanos, no porque no sea republicano. ¿Debo aclarar que no soy ni me siento "kirchnerista"? Solo un contexto de polarizaciones y distinciones binarias genera una situación casi insoportable, en la que si no se comparten las demonizaciones corrientes del Gobierno, entonces se cae bajo la sospecha de una complicidad con no se sabe qué cosas tremendas. ¿Esa restricción conceptual no es totalitaria al fin de cuentas?